Irã controla Estreito de Ormuz apesar de pressão dos EUA

Irã mantém controle sobre o Estreito de Ormuz, restringindo o tráfego a navios ligados a Teerã, apesar da pressão dos EUA e de ataques à infraestrutura saudita.
FILE PHOTO: FILE PHOTO: Cargo ships in the Gulf, near the Strait of Hormuz, as seen from northern Ras al-Khaimah, near the border with Oman’s Musandam governance, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in United Arab Emirates, March 11, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo/File Photo

A pressão do presidente Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, às vésperas de conversas diplomáticas, não tem surtido efeito. O trânsito na via marítima vital permanece restrito, em grande parte, a embarcações ligadas a Teerã.

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Desde a manhã de quinta-feira, apenas nove navios foram observados passando pelo estreito — cinco saindo do Golfo Pérsico e quatro entrando. A situação ocorre apesar do início de um cessar-fogo condicionado à retomada dos fluxos, conforme anunciado por Washington.

Controle iraniano sobre o tráfego

Dados de rastreamento indicam que embarcações ligadas ao Irã mantêm o fluxo na região, enquanto outras empresas adiam viagens. Entre os navios observados, estava o petroleiro Suezmax Tour 2, transportando cerca de 1 milhão de barris de petróleo iraniano. Um superpetroleiro russo, o Arhimeda, seguiu na direção oposta, rumo ao principal terminal de exportação do Irã na Ilha de Kharg.

A capacidade do Irã de controlar a passagem por Ormuz demonstra o firme domínio sobre o estreito, essencial para a economia global. Trump criticou a situação, afirmando que o Irã tem feito um “trabalho muito ruim” ao permitir a passagem de petróleo e que o fluxo voltará, “com ou sem a ajuda do Irã”.

Ataques à infraestrutura saudita

A Arábia Saudita relatou uma série de ataques contra sua infraestrutura crítica de energia, que interromperam a produção de petróleo e gás e afetaram o abastecimento de mercados globais. Os ataques atingiram estações de bombeamento e outras instalações importantes.

Especialistas apontam que o conflito com o Irã continua e os fluxos de petróleo não foram retomados, levando a expectativas baixas quanto a uma retomada realista do trânsito em Ormuz. A situação é agravada por ataques contínuos à infraestrutura saudita.

Fluxo restrito e dados de rastreamento

Embora vários superpetroleiros tenham se aproximado do estreito, nenhum realizou a travessia de saída do Golfo Pérsico. As travessias observadas ocorreram por um corredor ao norte do estreito, entre as ilhas iranianas de Larak e Qeshm.

O rastreamento de navios é dificultado por interferências eletrônicas e pelo desligamento de transponders AIS em áreas de risco, o que compromete a confiabilidade dos dados. Embarcações aguardam próximas à entrada do estreito para zarpar assim que a passagem for reaberta.

Fonte: Infomoney

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