IPCA de Março acelera para 0,88% com alta de combustíveis e alimentos

IPCA de março sobe 0,88%, acima das expectativas, com alta de combustíveis e alimentos. Veja os detalhes e o impacto na economia.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrou alta de 0,88% em março, superando as expectativas dos economistas, que previam um avanço de 0,7% para o mês. O resultado é o maior para meses de março em quatro anos e reflete, principalmente, a pressão dos grupos de Transportes e Alimentação e Bebidas.

O grupo Transportes apresentou variação de 1,64%, impulsionado pela alta de 4,59% nos combustíveis. A gasolina foi o item com maior impacto individual, subindo 4,59% e contribuindo com 0,23 ponto percentual para o IPCA. O óleo diesel também registrou forte aumento, com elevação de 13,90%.

Segundo o IBGE, a alta dos combustíveis foi influenciada por restrições de oferta no mercado internacional, como o conflito no Irã, e por reajustes de preços praticados pela Petrobras. Sem a alta da gasolina, o IPCA de março teria ficado em 0,68%.

Combustíveis e alimentos pressionam a inflação

O grupo Alimentação e Bebidas também contribuiu para o avanço da inflação, com alta de 1,56%. Os alimentos consumidos em casa subiram 1,94%, com destaque para o tomate (20,31%), a cebola (17,25%) e a batata-inglesa (12,17%). O aumento desses itens está associado a restrições de oferta e dificuldades na produção.

A alimentação fora do domicílio também encareceu, com alta de 0,61%, reflexo, em parte, do aumento do frete devido à elevação do diesel.

Impacto no cenário econômico

A aceleração da inflação em março levanta preocupações sobre o cumprimento da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% para 2026, com limite de 4,5%. Analistas revisaram para cima suas projeções para o IPCA acumulado no ano.

A taxa de juros básica, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, pode ter seu ciclo de cortes impactado. Economistas avaliam que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode optar por cortes mais cautelosos em suas próximas reuniões.

O governo federal anunciou um pacote de medidas com custo estimado de R$ 30,5 bilhões para tentar conter a alta dos preços, especialmente dos combustíveis, visando mitigar os efeitos sobre o consumidor.

Fontes: G1 UOL

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