Força-tarefa prende 85 e desarticula esquema de jogos de azar no Brasil

Força-tarefa prende 85 e desarticula organização criminosa de jogos de azar que movimentou R$ 2 bilhões. Bens e sites ilegais foram apreendidos.

Uma operação conjunta do Ministério Público do Paraná e da Polícia Civil resultou na prisão de 85 pessoas, incluindo dois vereadores, suspeitas de integrar uma organização criminosa dedicada à exploração de jogos de azar. A força-tarefa cumpriu 102 mandados de busca e apreensão contra 90 investigados.

O grupo é acusado de movimentar cerca de R$ 2 bilhões em 522 mil operações financeiras. A organização utilizava um sistema tecnológico avançado, chamado ‘Suni’, desenvolvido por um dos líderes, para gerenciar e controlar apostas ilegais em mais de 15 mil pontos de exploração em pelo menos 14 estados.

A investigação apontou o envolvimento de políticos, o que, segundo a Promotoria, demonstra a infiltração do grupo no poder público. A Operação Big Fish durou dois dias para cumprir o elevado número de mandados.

Sequestro de bens e desativação de sites

Além das prisões, foram bloqueadas contas bancárias totalizando aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Também foram sequestrados 132 veículos, 111 imóveis e mais de 100 cabeças de gado. Adicionalmente, 21 sites de apostas ilegais foram retirados do ar.

A base operacional da organização ficava em Cianorte, no Noroeste do Paraná, mas medidas judiciais foram executadas em diversas cidades paranaenses e nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Santa Catarina.

Estrutura e métodos de lavagem de dinheiro

As investigações revelaram uma estrutura hierarquizada com núcleos distintos: liderança, financeiro, tecnológico e operacional. A organização utilizava familiares para ocultar patrimônio, com gestão de empresas e movimentação de valores, mas mantendo o controle efetivo.

O esquema incluía jogo do bicho, máquinas caça-níqueis, apostas esportivas e jogos online, como o ‘tigrinho’. Os sistemas eram hospedados em servidores no exterior, dificultando a ação dos investigadores.

Empresas de fachada, ‘laranjas’ e facilitadores de pagamento eram usados para dissimular a origem ilícita dos valores, com técnicas de fragmentação e mescla de recursos. Houve integração com outras organizações criminosas, formando uma rede nacional para exploração de jogos ilegais.

Fonte: Estadão

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