O custo do querosene de aviação (QAV) sofreu um reajuste de 54,6% pela Petrobras entre março e abril, tornando-se um vetor de pressão inflacionária. Dados recentes indicam um aumento acumulado superior a 60% na passagem mensal do combustível.
A alta eleva a participação dos combustíveis nos custos das companhias aéreas de aproximadamente 30% para 45%. Mesmo com medidas mitigadoras, como o escalonamento de pagamentos anunciado pela Petrobras, a tendência é de repasse gradual aos preços das passagens aéreas.
A projeção é que os bilhetes aéreos registrem um avanço de 36% dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. Este cenário reforça o quadro de inflação pressionada, especialmente em um contexto onde a inflação relacionada a conflitos já ultrapassa os 5%.
Impacto nos custos aéreos
O reajuste efetuado pela Petrobras neste mês representa o maior da série histórica iniciada em 2019. Esse movimento ganha relevância devido à alta sensibilidade das passagens aéreas a choques de petróleo, com histórico de resposta defasada.
A pressão recente sobre o QAV aumenta o risco de aceleração desse componente inflacionário nos próximos meses. A expectativa é que a inflação de guerra, que já ronda patamares acima de 5%, seja ainda mais impulsionada.
Projeção para o IPCA
A corretora Warren Investimentos estima que os bilhetes aéreos terão um avanço de 36% dentro do IPCA em 2026. Esse aumento contribui para a pressão inflacionária geral, especialmente em um cenário global instável.
Fonte: Estadão