Ibaneis Rocha critica fala de secretário sobre déficit de R$ 2,7 bilhões no DF

Ex-governador Ibaneis Rocha reage a declarações do secretário de Economia do DF sobre déficit orçamentário de R$ 2,7 bilhões, classificando-as como inadequadas.

O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha reagiu às declarações do novo secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, que apontou um déficit orçamentário de R$ 2,7 bilhões nas contas da capital federal. Ibaneis classificou a fala do secretário como “inadequada” e “irrelevante”.

Em entrevista, Valdivino Oliveira afirmou ter recebido a pasta com o déficit e descreveu a gestão anterior como uma “máquina desgovernada”. Ibaneis, que governou o DF entre janeiro de 2019 e o final de março, contestou a afirmação, declarando ter consciência do trabalho realizado durante sua gestão.

O novo secretário de Economia, nomeado pela governadora Celina Leão, indicou que seu principal desafio será reequilibrar as contas públicas, com foco em cortes em serviços terceirizados. Valdivino Oliveira anteriormente ocupava o cargo de secretário da Fazenda em Goiânia (GO).

A declaração do secretário surge em um contexto político delicado para a governadora Celina Leão, pré-candidata à reeleição. Ela busca o apoio do PL e do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o partido tem relutado em incluir Ibaneis Rocha, pré-candidato ao Senado, na chapa.

Ibaneis Rocha está sob investigação em relação ao rombo no Banco de Brasília (BRB), onde o governo distrital é acionista majoritário. O banco adquiriu créditos considerados de alto risco do Banco Master, gerando perdas que o Banco Central (BC) identificou como possivelmente ligadas a crimes financeiros.

A crise do Banco Master levou o PL a se distanciar de Ibaneis. Inicialmente, a chapa ao Senado apoiada pelo bolsonarismo seria composta por Ibaneis e Michelle Bolsonaro. Agora, o partido considera a deputada federal Bia Kicis para a segunda vaga, o que coloca Celina Leão em uma posição difícil para garantir o apoio bolsonarista em sua candidatura à reeleição.

Fonte: Estadão

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