A família controladora da Hapvida alcançou 51,39% do capital social da companhia, reforçando o controle sobre a operadora de planos de saúde. O movimento já era antecipado pelo mercado, refletindo expectativas em torno de mudanças na governança e na alocação de capital da empresa.


Paralelamente, a Hapvida estaria avaliando a venda de operações no Sul do país, incluindo a Clinipam, no Paraná, e o Centro Clínico Gaúcho (CCG), no Rio Grande do Sul. A companhia, no entanto, ainda não confirmou oficialmente a intenção de desinvestir esses ativos.
A Clinipam e o CCG foram adquiridos pela antiga NotreDame Intermédica antes da fusão com a Hapvida. Em 2025, os dois ativos somaram receita líquida de aproximadamente R$ 1,3 bilhão e EBITDA combinado de R$ 72 milhões, com margens distintas entre as unidades.
Avaliação da Venda de Ativos
Uma eventual venda poderia resultar em valor de firma entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões, considerando um EBITDA normalizado e múltiplos de mercado. Outra abordagem considera o valor por leito hospitalar, indicando um valor implícito aproximado de R$ 606 milhões.
Impacto Estratégico e Financeiro
A possível venda teria efeito mais relevante sobre a simplificação operacional e o reforço do balanço do que sobre uma recuperação estrutural de margens. Os principais desafios da companhia estão concentrados em São Paulo, não nas operações do Sul.
O desinvestimento, caso confirmado, pode funcionar como um colchão adicional para a alavancagem e contribuir para uma alocação de capital mais eficiente, ao direcionar esforços para regiões consideradas estratégicas.
Recomendação do Mercado
O banco mantém recomendação market perform para a ação, com preço-alvo de R$ 15 para 2026, o que representa potencial de valorização em relação à cotação atual.
Fonte: Infomoney