O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que os efeitos da guerra no Oriente Médio na economia da América Latina apresentarão variações entre os países, mas todos deverão enfrentar um aumento na inflação. As nações da região estão sendo impactadas por alterações nas condições financeiras globais e nos fluxos de capital, além da volatilidade nos preços das commodities.
Impactos diferenciados por país
As economias latino-americanas sofrem com mudanças nas condições financeiras globais e nos fluxos de capital, oscilações na aversão ao risco dos investidores e volatilidade nos preços das commodities. A diversidade econômica da região implica que os efeitos desse cenário global em transformação variarão significativamente de um país para outro, dependendo da duração do conflito e das disrupções associadas.
Países produtores de petróleo em destaque
Países produtores de petróleo, como Brasil, Argentina, Colômbia e Equador, tendem a se beneficiar dos altos preços da energia. O choque das commodities fortalece seus balanços de pagamentos, sustenta o crescimento e auxilia as finanças públicas. No entanto, mesmo nesses casos, o FMI alerta que os mais vulneráveis serão afetados pelo aumento dos preços, com os alimentos podendo ser o próximo setor pressionado.
Turismo e energia: pontos de atenção
Economias do Caribe que dependem do turismo podem ser mais severamente atingidas. Esses países frequentemente possuem dívidas elevadas, pouco espaço fiscal e alta dependência da importação de energia. A América Central também é motivo de preocupação devido às limitações na capacidade de adotar medidas de mitigação, agravadas pelo restrito espaço fiscal.
Recomendações do FMI
O FMI orienta que as autoridades fiscais resistam à pressão política para conter ou adiar aumentos inevitáveis nos preços de alimentos e combustíveis. A instituição ressalta a importância de preservar avanços anteriores na substituição de subsídios generalizados por redes de proteção social mais bem estruturadas. O foco deve ser no apoio a famílias vulneráveis, agricultores e empresas mais afetadas, com prioridade na redução de gastos menos essenciais ou no aumento da arrecadação de quem tem maior capacidade de pagamento, dada a pouca margem para ampliar déficits fiscais.