O governo federal anunciou um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o programa Minha Casa, Minha Vida, elevando o orçamento total da iniciativa para R$ 200 bilhões. A medida reforça o compromisso de entregar 3 milhões de unidades habitacionais até dezembro de 2026.
A Faixa 3 do programa agora permite a aquisição de imóveis de até R$ 400 mil, enquanto a Classe Média poderá comprar unidades de até R$ 600 mil. Houve ajustes nos limites de renda: Faixa 1 para até R$ 3.200; Faixa 2, de R$ 3.201 a R$ 5.000; Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600; e Classe Média, até R$ 13.000.
A ministra-chefe da Casa Civil destacou que os investimentos em habitação ajudam a reduzir o déficit habitacional no Brasil, em parceria com o setor da construção civil.
Crédito imobiliário impulsionado
Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal, ressaltou que os investimentos habitacionais elevaram a participação do crédito imobiliário no PIB de 7,5% em 2009 para 10% atualmente. Ele classificou as políticas habitacionais como uma parceria público-privada eficaz, com baixo índice de inadimplência no setor.
Continuidade de políticas públicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a descontinuidade de obras e políticas por governos anteriores, argumentando que o déficit habitacional seria menor. Ele relembrou a contratação de mais de 1 milhão de financiamentos em 2010 e enfatizou a importância da continuidade para resolver problemas de infraestrutura e habitação.
O presidente mencionou a inclusão de famílias de classe média no programa, citando profissões como metalúrgicos e bancários.

Fonte: Infomoney