A oposição a Donald Trump, majoritariamente democrata, voltou a defender o fim do poder de guerra do presidente dos Estados Unidos. A declaração ocorre após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que os democratas consideram insuficiente.



LÃderes democratas como Chuck Schumer, do Senado, e Hakeem Jeffries, da Câmara, criticam a postura de Trump, que sugeriu a possibilidade de dizimar uma nação em poucas horas. Eles pedem o fim do recesso parlamentar para votar pelo fim definitivo da guerra, argumentando que a trégua não resolve a situação de tensão.
Alexandria Ocasio-Cortez, deputada democrata, compartilha da mesma opinião, afirmando que a decisão pelo cessar-fogo “não muda nada”. Ela ressalta que o presidente ameaçou cometer genocÃdio e que essa ameaça continua sendo usada como instrumento de persuasão. Ocasio-Cortez sugere a possibilidade de impeachment ou invocação da 25ª emenda, que trata da incapacidade do presidente de exercer suas funções.
O senador Raphael Warnock também expressou descontentamento, afirmando que os Estados Unidos nunca deveriam ter entrado na guerra. Ele aponta que Trump levou o paÃs ao “precipÃcio de um desastre global” ao escolher a guerra em vez da diplomacia, resultando em mortes de militares americanos e civis inocentes.
CrÃticas semelhantes foram feitas por antigos aliados de Trump, como Marjorie Taylor Greene e Candace Owens, que classificaram as ameaças como “maldosas”. Owens chegou a pedir a invocação da 25ª emenda, chamando Trump de “genocida lunático”.
Em contrapartida, a maioria dos republicanos manteve-se em silêncio. O presidente da Câmara, Mike Johnson, apenas repostou o anúncio de Trump sobre a trégua. Alguns republicanos, como o senador Rick Scott, elogiaram o recuo e defenderam a guerra como um “forte passo para responsabilizar o Irã”. Eles enfatizam a necessidade de o Irã não possuir armas nucleares e de o Estreito de Hormuz permanecer aberto.
Fonte: UOL