O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de novas conversas com o Irã, com o Paquistão como potencial sede para as negociações. A iniciativa busca reduzir as crescentes tensões no oriente médio.

A busca por diálogo ocorre em um momento delicado, com o Irã ameaçando bloquear rotas comerciais no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho caso o bloqueio naval americano persista. Paralelamente, Israel e Hezbollah trocam ataques, aumentando a instabilidade regional.
Busca por estabilidade e mediação
A China tem se posicionado como uma força estabilizadora na região, com o Ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, instando o Irã a restaurar a navegação no Estreito de Hormuz. Pequim apoia a manutenção de um cessar-fogo e o avanço das negociações, considerando-as benéficas para o Irã, a região e a comunidade internacional.
O Kremlin informou que os Estados Unidos rejeitaram uma proposta russa para controlar o urânio enriquecido do Irã, o que poderia ter aliviado as tensões em torno do programa nuclear iraniano.
Impactos econômicos e diplomáticos
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou sobre os impactos negativos do conflito no preço do petróleo e na inflação global, que pode se estender aos preços dos alimentos. Nações ricas pediram um fim imediato às hostilidades e a implementação de medidas de apoio emergencial para os países afetados.
O chefe do exército do Paquistão, Asim Munir, visitou Teerã com o objetivo de reduzir as divergências entre Irã e Estados Unidos, enquanto o país asiático trabalha ativamente para viabilizar a próxima rodada de negociações.
Posições de lideranças
Mohsen Rezaei, conselheiro militar sênior do Líder Supremo do Irã, ameaçou afundar navios americanos no Estreito de Hormuz. Enquanto isso, o Senado dos EUA bloqueou uma tentativa de limitar os poderes de guerra do presidente Trump, que tem prometido o fim do conflito.
O Papa Francisco apelou por uma mensagem de paz e diálogo, criticando as guerras. A declaração do Papa contrasta com a postura de Trump e seu vice, JD Vance.
O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o departamento está preparado para impor sanções secundárias a bancos que negociam com o Irã ou compram seu petróleo, buscando o ‘equivalente financeiro’ de uma campanha de bombardeio.
Fonte: Dw