EUA impõem bloqueio naval ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

EUA impõem bloqueio naval ao Irã no Estreito de Ormuz após colapso de negociações. Preços do petróleo sobem e ONU pede retomada de diálogo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início de um bloqueio naval a navios que se dirigem a portos iranianos, elevando a tensão na estratégica região do Estreito de Ormuz. A medida ocorre após o colapso das negociações de paz entre os dois países em Islamabad no fim de semana.

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Trump afirmou que o Irã entrou em contato na manhã de segunda-feira buscando um acordo, mas que a negociação esbarrou em divergências sobre questões nucleares. O presidente americano reiterou que o Irã não terá armas nucleares e criticou o Papa Leo XIV por sua postura em relação ao conflito.

Impacto no mercado de petróleo

A imposição do bloqueio naval pelo governo americano deve impactar os preços do petróleo. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, previu que os preços atingirão o pico nas próximas semanas, à medida que o tráfego marítimo significativo pelo Estreito de Ormuz for retomado. Antes do conflito, cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito passavam pela via.

Diretores do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Agência Internacional de Energia (AIE) alertaram que os danos às instalações energéticas no Oriente Médio podem manter os preços de combustíveis e fertilizantes elevados por um período prolongado. O diretor executivo da AIE, Fatih Birol, classificou as interrupções no fornecimento de Petróleo como o maior desafio de segurança energética da história.

Apelos por negociações e críticas ao bloqueio

O Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo urgente para a retomada das negociações de paz entre EUA e Irã, enfatizando que não há solução militar para o conflito e que o cessar-fogo deve ser preservado. Ele também pediu o respeito à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, em conformidade com o direito internacional.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, indicou progresso nas conversas com o Irã, mas alertou que a continuidade das negociações depende da abertura do Estreito de Ormuz por parte de Teerã. Enquanto isso, a Alemanha e a África do Sul pediram novas negociações de paz, com a África do Sul condenando os ataques americano-israelenses ao Irã como uma violação do direito internacional.

O Irã, por sua vez, classificou o bloqueio naval americano como um ato de pirataria. Autoridades iranianas afirmaram que qualquer navio americano se aproximando do Estreito de Ormuz violaria o cessar-fogo declarado.

Reações internacionais e mercados

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou apoio à decisão americana de impor o bloqueio naval ao Irã, afirmando que Israel está em coordenação constante com os Estados Unidos. Netanyahu também foi informado pelo vice-presidente Vance sobre as negociações em Islamabad.

Líderes do Hezbollah rejeitaram a ideia de negociações entre Líbano e Israel em Washington. A organização marítima do Reino Unido (UKMTO) alertou sobre o bloqueio americano a portos iranianos, aconselhando cautela aos navios na região.

Os mercados europeus registraram perdas modestas apesar da ameaça de bloqueio. O DAX em Frankfurt caiu 1,3%, enquanto o CAC 40 francês e o FTSE 100 britânico tiveram quedas menores. Os preços do Petróleo Brent e do West Texas Intermediate ultrapassaram os US$ 100 por barril.

A China e o Paquistão reiteraram a importância de manter o cessar-fogo como prioridade imediata, com o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, afirmando que o plano de paz conjunto ainda pode servir como direção para a resolução do conflito.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, enfatizou que o cessar-fogo está sendo mantido e que esforços diplomáticos continuam para resolver as questões pendentes.

Os membros da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) emitiram um comunicado conjunto pedindo negociações contínuas e a manutenção do cessar-fogo, além de garantir a passagem segura e desimpedida de embarcações no Estreito de Ormuz.

Fonte: Dw

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