Eleitores podem mudar voto presidencial até outubro, aponta pesquisa

Pesquisa Meio/Ideia revela que 51,4% dos eleitores podem mudar de voto presidencial até outubro, com maior indefinição entre apoiadores de Flávio Bolsonaro.

Mais da metade dos eleitores brasileiros ainda não decidiu em quem votar nas eleições presidenciais deste ano. Segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada, 51,4% dos entrevistados afirmam que podem mudar de voto até outubro, enquanto 48,6% se dizem certos de sua escolha.

A possibilidade de mudança de voto é maior entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), com 60,4% indicando que podem alterar sua decisão. Em contraste, entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 73,4% afirmam estar decididos.

Para outros pré-candidatos de direita, o índice de indefinição é ainda mais elevado. Ronaldo Caiado (PSD) tem 69,4% de eleitores que podem mudar de candidato, e Romeu Zema (Novo) registra 80% de indefinição. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC) apresentam 77,8% de eleitores que ainda podem mudar de voto.

Simulações de primeiro e segundo turnos

Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece na dianteira com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 37%. Ronaldo Caiado surge com 6,5%, Renan Santos e Romeu Zema com 3% cada, e Aldo Rebelo com 0,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 9,5%.

As simulações de segundo turno indicam um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Bolsonaro aparece numericamente à frente com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% de Lula. Brancos e nulos somam 6,6%, e 2,1% não souberam responder.

Fatores que influenciam o voto

O custo de vida e o endividamento são apontados como fatores importantes na decisão do eleitor para a Presidência. Segundo a pesquisa, 38% consideram esses temas “muito importantes” na hora do voto, e outros 36,7% os consideram “relevantes”. Apenas 16% os veem como “pouco importantes”, e 6,1% afirmam que não têm importância alguma.

Em relação ao custo de vida, 30% dos entrevistados percebem um aumento significativo, enquanto 5,2% notam uma diminuição. Quanto ao endividamento, 40% relatam que está maior em comparação com o ano anterior, e 13% indicam que está menor.

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1,5 mil pessoas entre 3 e 7 de abril, com índice de confiança de 95% e registrada no TSE sob o protocolo BR-00605/2026.

Fonte: Globo

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