Mais da metade dos eleitores brasileiros ainda não decidiu em quem votar nas eleições presidenciais deste ano. Segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada, 51,4% dos entrevistados afirmam que podem mudar de voto até outubro, enquanto 48,6% se dizem certos de sua escolha.
A possibilidade de mudança de voto é maior entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), com 60,4% indicando que podem alterar sua decisão. Em contraste, entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 73,4% afirmam estar decididos.
Para outros pré-candidatos de direita, o índice de indefinição é ainda mais elevado. Ronaldo Caiado (PSD) tem 69,4% de eleitores que podem mudar de candidato, e Romeu Zema (Novo) registra 80% de indefinição. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC) apresentam 77,8% de eleitores que ainda podem mudar de voto.
Simulações de primeiro e segundo turnos
Nas simulações de primeiro turno, Lula aparece na dianteira com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 37%. Ronaldo Caiado surge com 6,5%, Renan Santos e Romeu Zema com 3% cada, e Aldo Rebelo com 0,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 9,5%.
As simulações de segundo turno indicam um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Bolsonaro aparece numericamente à frente com 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% de Lula. Brancos e nulos somam 6,6%, e 2,1% não souberam responder.
Fatores que influenciam o voto
O custo de vida e o endividamento são apontados como fatores importantes na decisão do eleitor para a Presidência. Segundo a pesquisa, 38% consideram esses temas “muito importantes” na hora do voto, e outros 36,7% os consideram “relevantes”. Apenas 16% os veem como “pouco importantes”, e 6,1% afirmam que não têm importância alguma.
Em relação ao custo de vida, 30% dos entrevistados percebem um aumento significativo, enquanto 5,2% notam uma diminuição. Quanto ao endividamento, 40% relatam que está maior em comparação com o ano anterior, e 13% indicam que está menor.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1,5 mil pessoas entre 3 e 7 de abril, com índice de confiança de 95% e registrada no TSE sob o protocolo BR-00605/2026.
Fonte: Globo