O governo federal engavetou o plano de editar uma medida provisória que permitiria diminuir reajustes de tarifas de energia elétrica previstos para este ano. A decisão ocorreu devido a resistências no Ministério da Fazenda, segundo fontes que falaram sob condição de anonimato.


A ideia não encontrou apoio da equipe econômica após uma série de ações tomadas nas últimas semanas para atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o setor de combustíveis no Brasil. Essas ações incluíram a disparada dos preços internacionais do Petróleo e gás.
O governo anunciou nesta semana mais uma rodada de subvenção para o diesel, corte de tributos do biodiesel e subvenção sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP). Também zerou o PIS/Cofins sobre combustível de aviação e anunciou novas linhas de crédito para companhias aéreas.
A proposta suspensa previa a abertura de uma linha de crédito para distribuidoras de energia elétrica, operacionalizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos seriam direcionados a concessionárias que atuam nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, onde os reajustes tarifários deste ano tendem a ser maiores.
O crédito às distribuidoras é um recurso já utilizado em situações extraordinárias, como durante a pandemia da Covid-19. O empréstimo garante fluxo de caixa para as empresas diante de reajustes tarifários menores, mas o custo é repassado posteriormente aos consumidores.
Fonte: Infomoney