EcoRodovias (ECOR3) prioriza execução de contratos e capex contratado

EcoRodovias (ECOR3) foca na execução de contratos e capex contratado, priorizando retorno e eficiência em sua nova fase estratégica.

A EcoRodovias (ECOR3) iniciou uma nova fase de gestão, focando na execução de contratos já firmados e na priorização de investimentos (capex) que já possuem retorno garantido. A estratégia visa capturar valor do portfólio atual da companhia.

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O CEO Marcello Guidotti explicou que a principal alocação de capital da empresa é voltada para a execução dos contratos, o que efetivamente realiza o retorno financeiro. Ele destacou que o crescimento recente, impulsionado por novas concessões, expandiu o prazo dos contratos para até 30 anos, exigindo um planejamento mais detalhado e abrindo oportunidades para ganhos de escala.

Nos últimos quatro anos, a EcoRodovias investiu aproximadamente R$ 18 bilhões. A expectativa é manter um desembolso anual entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, com potencial de adicionar entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões em capex com novos projetos.

Guidotti ressaltou que a estratégia é planejada e inclui o uso intensivo de tecnologia, parcerias com fornecedores e antecipação de riscos como inflação e aumento de custos.

EcoRodovias adota postura seletiva em novos projetos

Após uma participação ativa em leilões recentes, a EcoRodovias passará a adotar uma abordagem mais seletiva em relação a novas concessões. O foco será no portfólio existente e em oportunidades específicas, em um modelo descrito como “cherry picking”.

A companhia continuará sendo criteriosa na escolha de projetos, priorizando aqueles que oferecem maior potencial de retorno. Um dos vetores de crescimento importantes são os aditivos contratuais, que permitem a ampliação de investimentos e receitas dentro das concessões já existentes.

Um exemplo de investimento em discussão é o projeto de uma terceira ligação entre São Paulo e o Porto de Santos. A alocação de capital será direcionada prioritariamente aos contratos atuais.

Ambiente regulatório e desafios da execução

Guidotti também mencionou avanços no ambiente regulatório, com maior clareza nas regras e melhorias operacionais. Houve evolução em pontos como revisão de parâmetros contratuais, padronização de fiscalização e incorporação de novas tecnologias.

Para a EcoRodovias, o principal desafio atual não é mais a aquisição de concessões, mas sim a execução eficiente dos projetos. O controle de custos e a garantia de retorno são fatores cruciais para a geração de valor no setor de infraestrutura.

Fonte: Moneytimes

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