Defesa de Diddy alega pornografia amadora para pedir liberdade

Defesa de Sean “Diddy” Combs argumenta que festas com sexo e drogas eram produção de pornografia amadora, buscando anular condenação por crimes sexuais.

A defesa de Sean “Diddy” Combs busca anular a condenação do magnata por crimes relacionados à prostituição, em um tribunal federal de apelações nos Estados Unidos. Os advogados pedem a libertação imediata do músico, argumentando que as festas organizadas por ele, com drogas e sexo, envolviam voyeurismo e produção de pornografia amadora, práticas protegidas pela Primeira Emenda.

Diddy foi condenado no ano passado por duas acusações de transporte para fins de prostituição, com base na Lei Mann. Segundo a acusação, ele organizava viagens para que acompanhantes tivessem relações sexuais com suas então namoradas, incluindo a cantora Cassie Ventura e outra mulher identificada como “Jane”. Ele foi absolvido de acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão, mas os promotores afirmaram que Combs coagiu as mulheres.

Os promotores alegam que Combs coagiu as mulheres a participar de encontros sexuais com acompanhantes masculinos, frequentemente com uso de drogas e em eventos que duravam vários dias. O rapper foi condenado a 50 meses de prisão, com previsão de liberdade em abril de 2028, e está sob custódia federal desde sua prisão em setembro de 2024.

Argumentos da defesa

A defesa sustenta que os encontros sexuais filmados eram encenados, utilizando elementos como fantasias e iluminação, e que os registros em vídeo eram feitos para consumo privado. Por isso, argumenta que não se trataria de prostituição no sentido legal, mas de conteúdo sexual, protegido pela Constituição americana.

Outro ponto levantado pela defesa é que o juiz responsável pelo caso teria considerado condutas pelas quais Diddy teria sido absolvido. Isso seria incompatível com diretrizes recentes da Comissão de Sentenciamento dos Estados Unidos. A defesa pede que o caso seja revisto ou que haja uma nova definição de pena.

Posição dos promotores

Os promotores do caso classificam os argumentos da defesa como sem fundamento. Segundo eles, Combs organizava e financiava encontros com profissionais do sexo para sua própria satisfação, o que caracteriza violação da lei. Além disso, alertam que aceitar a tese da defesa poderia abrir precedente para que acusados evitassem punições apenas por filmar ou assistir aos atos.

Sean
Sean "Diddy" Combs em foto divulgada pela defesa.
Sean
Rapper Sean "Diddy" Combs foi condenado em 2025.

Fonte: UOL

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