Desembargadora do Pará critica corte de benefícios da magistratura

Desembargadora do Pará critica decisão do STF que limita verbas indenizatórias e benefícios da magistratura após restrição de rendimentos da categoria.
Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília
Desembargadora do Pará critica corte de benefícios da magistratura em destaque no AEconomia.news.

A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, manifestou descontentamento durante sessão da Corte em relação às recentes restrições impostas aos rendimentos dos magistrados. A magistrada afirmou que a categoria enfrenta dificuldades após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extinguiu 15 benefícios e limitou verbas indenizatórias ao teto do funcionalismo público, fixado em R$ 46.366,19.

Dados sobre a remuneração da magistrada indicam que ela recebeu R$ 91 mil líquidos em março, totalizando R$ 216 mil no primeiro trimestre de 2025. A decisão do STF estabeleceu que as parcelas indenizatórias não podem ultrapassar 35% do subsídio, medida que visa maior controle sobre os gastos com o pessoal do Judiciário.

Impacto nas finanças da magistratura

Durante seu pronunciamento, a desembargadora contestou o uso do termo “penduricalhos” para se referir aos benefícios, classificando a expressão como pejorativa. Segundo a magistrada, a redução dos ganhos já impacta a rotina pessoal dos juízes, com menção a dificuldades para arcar com despesas médicas. A situação reflete um cenário de tensão sobre a Política aplicada ao setor público.

Defesa da carga de trabalho

Eva do Amaral defendeu a produtividade da categoria, argumentando que a atividade jurisdicional exige dedicação além do expediente nos tribunais. A magistrada afirmou que o trabalho realizado em regime de plantão e em domicílio é essencial para o funcionamento do sistema judicial. Ela alertou que, caso as restrições financeiras persistam, a sociedade poderá sentir os efeitos na qualidade e na celeridade da prestação jurisdicional.

Fachada do Supremo Tribunal Federal em Brasília
Supremo Tribunal Federal fixou limites para verbas indenizatórias de magistrados.

Fonte: Infomoney

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