O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) declarou nesta quinta-feira (2) que suas declarações contra o coronel Elias Miler, presidente da Associação Nacional dos Militares Estaduais (Amebrasil), foram feitas “no exercício normal” de seu mandato parlamentar.
“É assim que funciona a democracia: o deputado eleito tem o direito e o dever de falar com clareza em defesa das suas ideias e do mandato que o povo lhe confiou. O Parlamento é o espaço legítimo para esse exercício”, afirmou o parlamentar em nota.
A manifestação surge após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinar que Meira mantenha uma distância mínima de 50 metros de Miler. O coronel protocolou uma queixa-crime contra o deputado, alegando suposta prática de crimes contra sua honra.
Segundo o relato de Miler, o incidente ocorreu em 7 de outubro, durante reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O deputado teria cumprimentado um colega, mas se recusado a cumprimentar Miler, dizendo: “Você eu cumprimento, mas esse filho da puta eu não cumprimento”.
Meira também teria declarado que resolve os problemas “no braço” e “na bala” após ver uma publicação em rede social atribuída a Miler com supostas críticas ao deputado.
Diante das agressões verbais, Miler solicitou uma restrição de contato para evitar a aproximação do deputado, visto que ambos frequentam o Congresso rotineiramente.
Ao atender o pedido, Dino determinou que o coronel Meira apresente manifestação em até 15 dias. Meira, por sua vez, enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo a revisão do credenciamento do coronel Miler junto à Amebrasil. O deputado argumentou que a restrição cria uma “barreira” à sua circulação no Congresso.
Fonte: Globo