A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8), revela que o custo de vida e o endividamento figuram entre os principais fatores que influenciam a escolha do eleitor para a Presidência da República. De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados consideram esses dois aspectos como “muito importantes” na hora de votar.
Outros 36,7% dos participantes classificam os temas como “relevantes”, embora com menor peso em comparação a outras pautas. Apenas 16% dos entrevistados consideram o custo de vida e o endividamento “pouco importantes”, enquanto 6,1% afirmam que estes não possuem importância alguma. Adicionalmente, 3,2% não souberam responder.
Em relação ao custo de vida, 30% dos entrevistados relatam que ele aumentou significativamente, em contraste com 5,2% que indicam uma diminuição. Quanto ao endividamento, 40% apontam que ele está maior em comparação com 2025, enquanto 13% afirmam que está menor.
Preocupação com o cenário econômico
“A pesquisa traz um dado preocupante para o presidente Lula. Endividamento e custo de vida são temas fundamentais para a decisão do voto”, avalia Cila Schulman, CEO do Ideia. Os resultados do levantamento surgem em um momento em que o governo federal busca estratégias para melhorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O Executivo estuda um pacote de crédito voltado para famílias endividadas, trabalhadores informais, microempreendedores individuais e pequenas empresas. Entre as medidas em avaliação, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo discute a possibilidade de liberar o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas. O debate está sendo conduzido em conjunto com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que expressou preocupação com os possíveis impactos no fundo.
Discurso econômico na pré-campanha
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já iniciou um discurso focado no custo de vida da população, afirmando em vídeo recente que “viver no Brasil está caro” e defendendo a redução de impostos. Em contrapartida, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou as propostas econômicas de Flávio, classificando-as como um “programa antipovo” e comparando-as a medidas adotadas na Argentina.
Fonte: Globo