Relator da CPI do Crime Organizado coleta assinaturas para prorrogação

Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, coletou assinaturas para prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. Decisão cabe ao presidente do Senado.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou ter reunido as 27 assinaturas necessárias para solicitar a prorrogação dos trabalhos da comissão no Senado Federal. O número mínimo exigido pelo regimento interno para a extensão do prazo foi alcançado, indicando apoio significativo para a continuidade das investigações.

A CPI, instalada em novembro do ano passado com prazo inicial de 120 dias, tem seu encerramento previsto para 14 de abril. Com a solicitação de prorrogação, o colegiado busca obter mais 60 dias para a análise de documentos e votação do relatório final. A decisão sobre a continuidade da comissão caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Senadores de diversas legendas endossaram o pedido, conforme divulgado por Vieira. Ele destacou a importância da prorrogação para aprofundar a investigação sobre abusos, omissões e crimes cometidos por figuras poderosas, além de analisar documentação e realizar depoimentos cruciais.

A comissão apura a atuação de organizações criminosas no Brasil, com foco em facções e milícias. Entre os próximos passos, está o depoimento do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, no entanto, desobrigou Ibaneis de comparecer.

A CPI também planeja ouvir o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, sobre o domínio territorial de facções em presídios. Para a reunião de quarta-feira, 8, está prevista a oitiva do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que já faltou a dois depoimentos. Ele foi convocado para esclarecer os procedimentos do BC na autorização de novos controladores no sistema financeiro, especialmente em relação ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O atual chefe do Banco Central, Gabriel Galípolo, também será ouvido como convidado.

Fontes: Estadão Globo

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