Os Correios apresentaram um balanço parcial das ações de reestruturação iniciadas há cinco meses, revelando que os resultados operacionais e financeiros ainda estão abaixo das expectativas iniciais da estatal. A empresa, que registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, busca equilibrar suas contas por meio de cortes de custos e modernização logística.
Desafios no plano de demissão voluntária
O Programa de Demissão Voluntária obteve a adesão de 3,2 mil funcionários, número significativamente inferior à meta de 10 mil colaboradores para este ano. Apesar da frustração na meta, o presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, destacou que a economia gerada pelas adesões deve atingir R$ 923 milhões.
Venda de ativos e fechamento de unidades
A estratégia de monetização de ativos enfrenta obstáculos práticos. Em leilões realizados no início do ano, apenas 4 das 21 unidades ofertadas foram arrematadas, totalizando uma arrecadação de R$ 11,3 milhões. A estatal prepara novos certames para abril, visando ampliar a liquidez.
Paralelamente, a empresa segue com o cronograma de fechamento de agências deficitárias. Desde o início do plano, 127 unidades foram encerradas, com a expectativa de que outras 700 passem por modificações operacionais através de parcerias com órgãos públicos até o final de 2026.
Eficiência operacional e novas metas
A estatal reportou avanços na logística, com uma redução de 43% no volume de encomendas em atraso e uma economia de R$ 321 milhões após a renegociação de dívidas. A gestão aponta que a pontualidade dos contratos atingiu 99% após a injeção de liquidez via empréstimos.

Fonte: G1