O governo federal apresentou uma proposta para a renegociação de dívidas do setor agropecuário. De acordo com o senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a medida busca solucionar os entraves financeiros enfrentados pelos produtores sem a necessidade de recorrer ao Fundo Social.
O que você precisa saber
- A proposta prevê juros variáveis e prazo de seis anos para quitação.
- O texto abrange produtores adimplentes e inadimplentes.
- A solução exclui o uso de recursos do Fundo Social, reduzindo a resistência da equipe econômica.
Detalhes da proposta em análise
O texto foi apresentado pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan. A medida tenta contornar as críticas sobre a utilização do Fundo Social, que era um dos principais pontos de atrito nas negociações anteriores. A proposta de parcelamento em seis anos visa proporcionar um fôlego financeiro maior para o campo.
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Contexto do endividamento no campo
O debate ocorre em paralelo à tramitação do PL 5.122/23, que enfrenta oposição por prever o uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social. Em 2025, o Executivo buscou mitigar o problema via BNDES com um aporte de R$ 12 bilhões, porém, produtores indicaram que a medida foi insuficiente, especialmente para as regiões afetadas por eventos climáticos extremos.
Próximos passos
A Comissão de Assuntos Econômicos retoma o debate na próxima terça-feira (28). A expectativa é que uma definição sobre o novo texto seja apresentada aos parlamentares para tentar destravar a pauta, que impacta diretamente a estabilidade financeira dos produtores rurais.
Fonte: Globo