Os Correios apresentaram um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, marcando o 14º trimestre consecutivo de resultados negativos para a empresa. O valor representa mais do que o triplo do prejuízo registrado no ano anterior, que foi de R$ 2,6 bilhões.
A maior parte do resultado negativo, R$ 6,4 bilhões, foi atribuída a despesas com precatórios, que são dívidas determinadas pela Justiça. Sem considerar essa despesa específica, o prejuízo operacional da empresa ainda se manteve significativo.
Empréstimo e Dívidas
No final de 2025, os Correios obtiveram um empréstimo de R$ 12 bilhões, concedido por um consórcio de cinco grandes bancos e com garantia do Tesouro Nacional. A maior parte dos recursos foi utilizada para cobrir despesas emergenciais e dívidas da empresa.
Apesar do empréstimo, a receita bruta da estatal em 2025 apresentou uma queda de 11,35% em relação a 2024, totalizando R$ 17,3 bilhões. A redução foi impulsionada principalmente pela diminuição de 66% no transporte de encomendas internacionais, afetado por mudanças nas regras de tributação.
Plano de Demissão Voluntária e Reestruturação
Como parte de um plano de reestruturação para reduzir custos, os Correios implementaram um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Entre fevereiro e abril de 2026, 3.181 funcionários aderiram ao programa, com expectativa de redução de gastos com pessoal.
Considerando os PDVs de 2024 e 2025, o total de desligamentos chegou a 3.756 empregados. A empresa projeta uma economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e R$ 775,7 milhões em 2026 com essas medidas. O plano de reestruturação também inclui a venda de imóveis e a redução de pontos de atendimento deficitários, com o objetivo de retornar à lucratividade em 2027.