O ator brasileiro Wagner Moura foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time. O reconhecimento destaca sua projeção global no campo da cultura.
O perfil de Moura na publicação foi escrito pelo ator americano Jeremy Strong. Strong ressaltou o impacto da performance de Moura e sua habilidade em conduzir narrativas.
Posicionamento artístico e engajamento social
Jeremy Strong destacou que Wagner Moura se apresenta como uma presença que organiza a cena e guia a narrativa com consciência de seu propósito. O perfil menciona que Moura expandiu sua atuação internacionalmente, com um movimento que ganhou nova dimensão no último ano.
Strong associou o trabalho de Moura a uma declaração de Robert De Niro — “fascistas deveriam temer a arte” — para contextualizar a arte que ele vê no ator. Moura vê a liberdade e a democracia como construções que demandam ação contínua, o que se reflete em projetos como o filme Marighella, peças de teatro e trabalhos recentes no cinema. O ator é descrito como alguém que “não tem medo de usar o poder humanizador e mobilizador da arte”, conectando sua postura ao envolvimento com temas sociais e políticos.
Trajetória e visão de mundo
Em declarações à revista, Wagner Moura comentou sua trajetória, mencionando a temporada de premiações do filme O Agente Secreto e a importância de se sentir representado. “Quando você vê isso, entende que dá para ocupar esse espaço sendo quem você é”, afirmou.
Moura revisitou sua formação em jornalismo, reconhecendo que a profissão lhe deu base para “olhar o mundo e, principalmente, a tentar entender o outro”, algo fundamental para a atuação.
A crítica Stephanie Zacharek observou detalhes cotidianos de Moura, como o apreço por vinil e carros antigos, além de sua pouca presença digital. Ela avalia que, em um mundo acelerado, ele funciona “quase como um antídoto”.
Fonte: Infomoney