A escassez sistêmica de combustível em aeroportos é rara, com um paralelo histórico na crise de 1973-74, quando o preço do petróleo triplicou após cortes na produção. Naquela época, o governo britânico ordenou redução no consumo de combustível pelas companhias aéreas, mas as principais eram estatais.
Espera-se que o aumento das tarifas cause uma redução na demanda. As companhias aéreas podem buscar suprimentos alternativos, mas é improvável que compensem totalmente a falta de combustível do Golfo. A eliminação de rotas menos rentáveis também é uma possibilidade.
Abordagens e Regulamentações
Uma abordagem de planejamento centralizado poderia envolver a redução coordenada da capacidade pelas companhias aéreas europeias. No entanto, isso poderia penalizar empresas em crescimento e infringir normas de concorrência e regulamentações de slots.
Nesse cenário, os governos poderiam intervir. Voos de curta distância entre grandes cidades europeias, como Londres e Paris, que possuem alternativas ferroviárias, poderiam ser suprimidos. Companhias como Air France ou British Airways podem relutar em cancelar rotas que alimentam viagens de longa distância e garantem slots.
Medidas de Flexibilização e Controle
Uma isenção temporária de slots, similar à da pandemia, poderia facilitar a decisão de cancelamento. Além disso, a flexibilidade regulatória para que as companhias reduzam conjuntamente a capacidade poderia diminuir o consumo sem comprometer a conectividade. Os Estados também podem controlar o fornecimento liberando reservas.
Considerando a importância do turismo, a Europa tem interesse em evitar uma crise de abastecimento desordenada. Embora os governos não devam subsidiar o caro combustível de aviação para fins de férias, uma regulamentação temporária e limitada pode ser considerada.
Fonte: Cincodias