CNJ aprova novas regras para pagamentos no Judiciário e MP

O CNJ aprovou novas regras para o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário, visando adequar vencimentos aos limites impostos pelo STF.
Ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante votação sobre novas regras remuneratórias. Ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante votação sobre novas regras remuneratórias.
CNJ aprova novas regras para pagamentos no Judiciário e MP em destaque no AEconomia.news.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou maioria para aprovar a nova regulamentação que estabelece critérios para o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário e no Ministério Público. A medida visa adequar os vencimentos à decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs limites aos pagamentos que extrapolam o teto constitucional.

O que você precisa saber

  • OSTFdeterminou que verbas indenizatórias não podem exceder 70% do salário base.
  • A resolução do CNJ mantém o auxílio-moradia e cria gratificação para filhos menores de 6 anos.
  • O teto remuneratório do funcionalismo público segue o salário dos ministros doSTF, fixado em R$ 46 mil.

Impacto nas remunerações

A decisão do tribunal estabeleceu que o adicional por tempo de serviço não pode ultrapassar 35% do salário base, enquanto outros 35% podem ser compostos por diárias, ajuda de custo e indenizações por férias não gozadas. A soma desses valores permite que o rendimento mensal ultrapasse o teto constitucional, podendo atingir até R$ 78.822,32 em casos específicos.

Entidades de fiscalização de gastos públicos questionam a medida, sob o argumento de que a nova estruturação mantém ou cria novos benefícios com previsão legal. O presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, defendeu que o texto segue as balizas fixadas pela Corte para garantir segurança jurídica e isonomia.

Adequação e transparência

A urgência na aprovação da resolução justifica-se pela necessidade de ajustar as folhas de pagamento de maio de 2026. Segundo o CNJ, a medida visa conferir integridade institucional e transparência ao sistema remuneratório. A norma exclui do limite do teto verbas como décimo terceiro salário, terço constitucional de férias e gratificações por acúmulo de funções eleitorais.

Ministro Edson Fachin durante sessão do CNJ
Ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ, durante votação sobre novas regras remuneratórias.

Fonte: G1

Adicionar um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Imagens e vídeos são de seus respectivos autores.
Uso apenas editorial e jornalístico, sem representar opinião do site.

Precisa ajustar crédito ou solicitar remoção? Clique aqui.

Publicidade