Governo rejeita desoneração para compensar redução de jornada

Governo federal descarta desonerações para compensar redução da jornada de trabalho, priorizando o equilíbrio fiscal e o debate no Congresso.
Ministro das Relações Institucionais José Guimarães em entrevista sobre pautas econômicas. Ministro das Relações Institucionais José Guimarães em entrevista sobre pautas econômicas.
Governo rejeita desoneração para compensar redução de jornada em destaque no AEconomia.news.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou que o governo federal descarta a implementação de novas políticas de desoneração fiscal como forma de compensar setores afetados por uma eventual redução da jornada de trabalho. De acordo com o ministro, a estratégia de renúncia fiscal não apresenta resultados eficazes e possui potencial para desequilibrar as contas públicas.

Ministro José Guimarães
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, durante agenda oficial.

Debate sobre a jornada de trabalho

O Poder Executivo articula o avanço do debate sobre a alteração da escala de trabalho, visando a garantia de dois dias de descanso semanal. O tema deve ganhar relevância política ao longo do mês de maio. O governo estuda se o projeto tramitará por meio de Projeto de Lei (PL) ou Proposta de Emenda à Constituição (PEC), com preferência pela via legislativa considerada mais célere para o presidente Lula.

Guimarães aponta que a gestão está aberta a negociar períodos de transição junto ao Congresso, desde que as discussões ocorram com transparência. O ministro criticou entraves regimentais na Comissão de Constituição e Justiça, que têm retardado a tramitação de matérias prioritárias para o Palácio do Planalto.

Articulação política e política econômica

Além da jornada, a agenda do ministro inclui o combate ao endividamento das famílias e a regulamentação das bets. O governo avalia que a tributação sobre o setor de apostas online é um primeiro passo para reorganizar o cenário financeiro dos brasileiros. O plano envolve medidas estruturais para conter o avanço do crédito tomado de forma desordenada.

Em relação à condução da política monetária, o ministro manifestou críticas à postura do Banco Central sobre o patamar da taxa Selic. Guimarães argumenta que a autoridade monetária mantém os juros em níveis elevados mesmo diante de indicadores de inflação controlada. Sobre o Projeto de Lei dos aplicativos, o governo indica que a ausência de consenso entre plataformas e trabalhadores é o principal fator de paralisação nas negociações.

Fonte: Infomoney

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