A ministra Cármen Lúcia decidiu antecipar sua saída da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estava prevista para 3 de julho. A eleição simbólica para a escolha de Kassio Nunes Marques como novo presidente da corte ocorrerá em 14 de abril, com cerimônia de posse agendada para maio.


Cármen Lúcia justificou a decisão pela necessidade de garantir tempo hábil para que Kassio Nunes Marques organize as eleições gerais de outubro, que ocorrerão em cerca de cem dias após sua posse. A antecipação visa assegurar o equilíbrio e a tranquilidade na transição das funções.
Na gestão de Kassio Nunes Marques, o ministro André Mendonça assumirá como vice-presidente do TSE. A ministra ressaltou a importância de agir sem atropelos para garantir a tranquilidade administrativa, especialmente em um período próximo às eleições.
Além disso, Cármen Lúcia mencionou o enorme trabalho que tem a realizar como ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) como outro fator para sua saída antecipada do TSE. Com o início da transição, informações e dados para o planejamento logístico das eleições serão compartilhados com Kassio, em colaboração com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Kassio Nunes Marques comandará as eleições de 2026 em uma corte com ministros com os quais possui boa relação, o que pode reforçar seu poder durante o mandato. Ele tem sinalizado internamente o desejo de uma presidência com mínima intervenção do Judiciário em disputas políticas, buscando distensionar o acirramento político no país.
O estilo de gestão de Kassio Nunes Marques deve ser o oposto ao de Alexandre de Moraes nas eleições de 2022, embora o TSE mantenha vigilância sobre eventuais excessos na campanha eleitoral.
Fonte: UOL