Câmara aprova marco legal para controle do comércio de ouro

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Barras de ouro refinado em cofre de instituição financeira. Barras de ouro refinado em cofre de instituição financeira.
Câmara aprova marco legal para controle do comércio de ouro em destaque no AEconomia.news.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que estabelece um novo marco regulatório para a compra, venda e transporte de ouro no Brasil. A medida atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a presunção de boa-fé nas transações do metal e exigiu maior rigor do Poder Executivo no controle da cadeia produtiva.

O que você precisa saber

  • Criação da Taxa de Registro das Transações e de Marcação Física do Ouro (Touro).
  • Implementação de um sistema de rastreabilidade operado pelaCasa da Moeda do Brasil.
  • Exigência de Guia de Transporte e Custódia para movimentação do metal.

Impactos e custos operacionais

O texto, relatado pelo deputado Marx Beltrão, institui a cobrança de R$ 2 pela emissão da guia e R$ 5 por grama de ouro comercializado. O valor será reajustado anualmente pelo IPCA. Representantes do setor, como o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, criticam o custo adicional, estimando um impacto de R$ 5 mil por quilo na primeira transação.

Críticas e divergências setoriais

Entidades como o Instituto de mineração do Brasil e a Agência Nacional de mineração apontam que o projeto gera incertezas operacionais. A principal crítica recai sobre a exclusividade da Casa da Moeda na gestão do sistema, sob o argumento de que o órgão carece de expertise específica no setor. Parlamentares também questionam as restrições impostas às instituições financeiras autorizadas a realizar a primeira compra do metal.

Defesa da proposta

O relator defende que a iniciativa endurece o combate à extração ilegal e garante conformidade ao mercado. Segundo o parlamentar, a taxa de R$ 5 por grama representa cerca de 0,65% do valor atual do metal, sendo um custo marginal frente à necessidade de segurança e controle. O projeto segue agora para análise no Senado Federal.

Fonte: Estadão

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