O Ministério das Relações Exteriores apresentou respostas técnicas e jurídicas aos questionamentos realizados pelo governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump. As negociações, que duraram dois dias, focaram em temas como o Pix, etanol, Propriedade Intelectual e diretrizes ambientais.
As tratativas ocorrem no âmbito de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O governo brasileiro mantém o posicionamento de que o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central é uma ferramenta de Soberania nacional e não sofrerá alterações, conforme reiterado pelo presidente Lula.
O contexto da investigação comercial
A investigação, iniciada em julho do ano passado, apura práticas econômicas que teriam impactado produtos norte-americanos. Diferente de litígios na Organização Mundial do Comércio, este é um procedimento administrativo unilateral conduzido pela gestão americana. O Brasil busca demonstrar que a balança comercial bilateral é favorável aos Estados Unidos para reforçar a necessidade de diálogo.
Diplomacia e mudanças no tom das negociações
Após um período de tensões elevadas, o ambiente diplomático entre as administrações apresentou sinais de melhora. Um encontro informal entre Lula e Trump na sede da ONU foi identificado por diplomatas como um ponto de inflexão para o avanço das conversas técnicas.
Paralelamente, o Congresso Nacional aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica, que concede ao país instrumentos para proteger a indústria nacional caso ocorram restrições. A orientação no Itamaraty permanece centrada na diplomacia com representantes da Casa Branca e do Departamento de Estado.

Fonte: G1