Brasil se consolida como líder global na produção de carnes

CEOs da JBS, Minerva e MBRF traçam panorama otimista para o mercado global de carnes, destacando o protagonismo do Brasil na produção e as tendências de consumo.

Executivos das gigantes JBS, Minerva Foods e MBRF apresentaram uma visão otimista para o futuro do mercado global de proteínas. A principal mensagem é que o mundo está passando por uma mudança estrutural no padrão de consumo, com a proteína ganhando protagonismo no prato. Essa transformação de longo prazo é impulsionada por fatores demográficos, avanços em saúde e mudanças no comportamento do consumidor.

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Nesse cenário, o Brasil e a América do Sul emergem como peças centrais na oferta global de carne. O CEO da MBRF, Miguel Gularte, destacou que o país ainda tem um potencial de produtividade a ser explorado, com a combinação de genética, nutrição e manejo, além do uso de novas tecnologias, prometendo uma nova fase de eficiência na pecuária. Ele ressaltou que as proteínas ganham destaque com os avanços em saúde e novas tecnologias alimentares.

Fernando Queiroz, CEO da Minerva Foods, avaliou que a integração entre lavoura, pecuária e agroindústria está promovendo uma transformação estrutural na cadeia produtiva. Esse modelo permite ao Brasil aumentar sua competitividade e capacidade de produção, fortalecendo seu papel no comércio internacional de carne bovina, que se consolida como uma commodity global.

Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, reforçou que os ganhos de produtividade se somam às vantagens naturais do Brasil, como clima, solo e recursos hídricos, criando uma posição única no cenário global. “A nossa vocação é o agro, e especialmente em carne bovina, somos imbatíveis. Estamos começando a ultrapassar os Estados Unidos em produção”, afirmou.

Ciclos de mercado e diversificação

Apesar do cenário positivo, os executivos ressaltaram que o setor continuará sujeito a ciclos, especialmente na pecuária bovina, devido ao tempo de reposição do rebanho. No entanto, esses ciclos tendem a ser menos extremos devido à maior globalização e diversificação do mercado. Um exemplo é o atual ciclo de baixa nos Estados Unidos, que tem se mostrado mais prolongado devido a fatores como custo financeiro elevado e a estrutura fragmentada da produção.

Essa dinâmica reforça a importância da diversificação geográfica e de portfólio, uma estratégia central das grandes companhias do setor. A operação em diferentes países e com diversas proteínas ajuda a equilibrar riscos e a capturar oportunidades.

Complexidade e barreiras no mercado global

A expansão global da carne bovina ocorre em um ambiente geopolítico mais complexo, com o aumento de barreiras tarifárias, cotas e restrições comerciais. Esses fatores ganham relevância justamente quando as barreiras sanitárias deixam de ser o principal entrave. Mercados como Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático são prioridades para expansão, enquanto a África desponta como uma fronteira relevante de crescimento.

A demanda global segue firme, muitas vezes superior à oferta, o que confere ao Brasil uma posição privilegiada não apenas como fornecedor, mas como formador de mercado. O mercado doméstico brasileiro também se mostra resiliente, com consumidores cada vez mais exigentes em relação à qualidade, conveniência e valor nutricional.

Novo padrão de consumo e sofisticação

A mudança no perfil de consumo aponta para uma sofisticação da demanda. O consumidor busca não apenas mais proteína, mas uma proteína de melhor qualidade, com informação clara, valor nutricional e atributos funcionais. Nesse sentido, além da proteína natural, cresce o espaço para inovações como “superproteínas” e soluções baseadas em biotecnologia e inteligência artificial.

O consenso entre os executivos é que o mundo caminha para um cenário de maior consumo, maior sofisticação e maior integração dos mercados. Nesse novo contexto, o Brasil assume um papel cada vez mais estratégico, indo além de ser apenas um grande produtor.

Fonte: Moneytimes

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