O BTG Pactual firmou um acordo para a aquisição do Digimais, instituição financeira ligada ao bispo Edir Macedo. O fechamento da transação está condicionado ao cumprimento de etapas prévias, incluindo a obtenção de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
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Antes da transferência do banco, o controlador do Digimais, Edir Macedo, deve realizar um aporte financeiro significativo. O Valor já havia noticiado em março que as negociações entre as partes estavam em estágio avançado.
Fontes indicam que esta operação representa a melhor solução para o Digimais, que enfrenta dificuldades e estava sob observação do Banco Central. O regulador tem acompanhado a transação e a considera positivamente.
Condições para o empréstimo do FGC
Um dos pontos pendentes é o empréstimo do FGC. O fundo teve parte de suas reservas comprometidas após o caso Master e também recebeu um pedido de R$ 4 bilhões do Banco de Brasília (BRB), o que o coloca sob pressão. Esta operação deve ser a primeira após as recentes alterações no estatuto do FGC, que exigem um leilão para viabilizar outras ofertas. No entanto, espera-se que o BTG Pactual seja o comprador, dado seu forte interesse e conhecimento da operação.
Histórico de dificuldades do Digimais
O Digimais tem sido monitorado de perto pelo Banco Central nos últimos anos, que exigiu reforços de capital. O banco já havia negociado com o Nubank e chegou a anunciar um acordo com o Bluebank, que não se concretizou.
O Digimais também enfrenta um processo judicial contra o fundo EXP 1, da gestora Yards, referente a uma carteira de R$ 659,8 milhões cedida em março de 2025. A carteira incluía créditos originados pelo Master, Reag e Fictor.
Em setembro do ano passado, o Digimais possuía R$ 9,297 bilhões em ativos e R$ 420 milhões em patrimônio líquido. A carteira de crédito somava R$ 1,884 bilhão, e o portfólio de títulos e valores mobiliários (TVM) atingia R$ 2,285 bilhões.
Fonte: Globo