O sistema bancário brasileiro atravessa uma transformação estrutural marcada pela digitalização acelerada e pela busca por eficiência operacional. Dados do Banco Central indicam que o país perdeu cerca de 37% de suas agências bancárias na última década, totalizando aproximadamente 6 mil unidades encerradas. Somente em 2025, cerca de 1,6 mil agências foram fechadas, mantendo uma média de 30 unidades desativadas por semana.
Novo perfil do consumidor bancário
Segundo a Febraban, a redução da rede física reflete uma mudança no comportamento dos clientes, com mais de 80% das transações sendo realizadas por canais digitais. Em 2024, 75% das 208,2 bilhões de operações bancárias ocorreram via celular. As instituições financeiras têm reposicionado as agências remanescentes como espaços voltados a consultoria e negócios complexos, enquanto o setor investe cerca de R$ 48 bilhões em tecnologia em 2025.
Concorrência e inclusão financeira
Enquanto os bancos tradicionais enxugam suas estruturas, as fintechs e bancos digitais expandem sua base de clientes. O número de empresas de tecnologia financeira cresceu 77% na última década, permitindo que mais de 60 milhões de brasileiros acessassem serviços financeiros online. Esse movimento de mercado, que inclui operações como a recente aquisição do Banco Digimais pelo BTG Pactual, redefine a competitividade do setor.
O papel do modelo híbrido
Apesar da digitalização, especialistas apontam que a presença física permanece estratégica para a confiança e inclusão financeira. Cooperativas de crédito, como as representadas pelo Sistema OCB, buscam ampliar pontos de atendimento para atuar em regiões desassistidas. A tendência observada é a consolidação de um modelo híbrido, que combina a agilidade dos canais digitais com a segurança do atendimento presencial para operações complexas.
Fonte: Infomoney