O bilionário Vincent Bolloré, proprietário do grupo Hachette, mantém sua estratégia de gestão e planeja contratar novos escritores para substituir os cerca de 170 autores que abandonaram a editora Grasset. A saída em massa dos profissionais ocorre em protesto contra o que classificam como interferência ideológica na independência editorial da instituição.

O posicionamento de Vincent Bolloré
Em artigo publicado, Bolloré minimizou a controvérsia e afirmou que a debandada dos escritores abrirá espaço para novos talentos no mercado literário. O empresário negou as acusações de viés ideológico e reiterou sua identidade Política.
A justificativa para a mudança na gestão baseia-se no desempenho financeiro da editora. Segundo o proprietário, a Grasset registrou queda de 25% no faturamento em 2025, enquanto a remuneração do ex-executivo-chefe teria atingido 1 milhão de euros no mesmo período.
Impacto no mercado editorial
A aquisição da Hachette por Bolloré em 2023 provocou debates intensos na França sobre a concentração de mídia e a influência de grandes grupos econômicos no setor cultural. O presidente francês, Emmanuel Macron, reforçou a necessidade de preservar a diversidade de opiniões e a identidade histórica das instituições.
A Grasset, fundada em 1907, figura como uma das instituições mais tradicionais do setor, tendo publicado autores como Marcel Proust. A disputa atual sublinha as tensões sobre o papel das corporações na administração de ativos culturais e o impacto de decisões financeiras em setores estratégicos.
Fonte: Dw