O presidente da Indra, Ángel Escribano, renunciou ao cargo após semanas de pressão do governo espanhol, que condicionou a compra de sua empresa familiar, a Escribano Mechanical & Engineering (EM&E), à sua saída da companhia tecnológica.
A decisão de Escribano ocorreu após um conselho de administração decisivo, onde seu próprio posto estava em jogo. A aquisição da EM&E pelo governo, um movimento estratégico, foi colocada em espera, levando Escribano a resistir inicialmente, mas a pressão sobre o futuro da empresa familiar se mostrou insustentável.
Impacto na empresa familiar
A carteira de contratos da EM&E depende significativamente de projetos e fundos liberados pelo governo, especialmente através dos Programas Especiais de Modernização (PEM). Sem o apoio governamental, o valor da empresa familiar, que opera no crescente setor de defesa, poderia sofrer uma queda acentuada.
Pressão e negociações
Fontes próximas indicam que o governo deixou claro o impacto que o bloqueio da operação poderia ter no portfólio da EM&E. Escribano teria considerado a possibilidade de resistir ao ultimato, apostando em uma eventual mudança de governo, mas essa estratégia se mostrou inviável.
Futuro da Indra e sucessão
A saída de Escribano abre caminho para que a SEPI retome a compra da EM&E, avaliada em cerca de 2.000 milhões de euros. O mercado especula que Ángel Simón, ex-conselheiro delegado da Criteria, seja o provável substituto na presidência da Indra, com o futuro do CEO a ser debatido posteriormente.
Fonte: Elpais