A Vale (VALE3) inicia neste ano a construção de uma usina com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente, utilizando rejeitos e estéril. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de reaproveitar matérias-primas antes descartadas e avançar em seu programa de economia circular.






A previsão é que a usina entre em operação em 2027, integrada ao projeto de descaracterização de uma barragem em Minas Gerais. No ano passado, a Vale mais do que dobrou a produção a partir de estéril ou rejeitos, alcançando 26,3 milhões de toneladas, um aumento de 107% em relação ao ano anterior. Cerca de 80% desse volume foi produzido em Minas Gerais.
Até 2030, a companhia projeta que aproximadamente 10% de sua produção anual de minério de ferro seja proveniente de fontes circulares. O projeto será implantado na mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG), que está paralisada desde 2016. Serão utilizados rejeitos da descaracterização da barragem Sul Superior, além de materiais de duas pilhas existentes na unidade.
A construção da usina, que deve levar cerca de 19 meses, integra o programa de mineração circular da Vale. A descaracterização da barragem Sul Superior está prevista para ser concluída em 2029.
Fonte: Moneytimes