A seguradora Allianz deixará de estampar seu nome no estádio do Palmeiras devido a uma mudança em sua estratégia de negócios no Brasil. A companhia busca expandir sua atuação para outros estados, além de São Paulo, conforme declarado pelo presidente da Allianz Brasil, Eduard Folch. A decisão foi comunicada ao mercado e a expectativa é que o Nubank assuma os direitos de nome.
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O contrato original para os naming rights do estádio foi firmado em 2013 com a WTorre, com validade de 20 anos. Folch explicou que o investimento realizado há mais de uma década não se alinha mais com o objetivo atual da empresa de estar presente em diversas regiões do país. Ele ressaltou que, embora o projeto tenha trazido resultados, a Allianz está em um momento de crescimento acelerado e expansão territorial, optando por encerrar este ciclo.
Os detalhes financeiros do encerramento do contrato não foram divulgados. Segundo o executivo, as negociações com potenciais novos patrocinadores são conduzidas pela WTorre, sem envolvimento direto da seguradora.
Em 2014, ano da inauguração do estádio, o faturamento da Allianz no Brasil era de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. No ano passado, a receita alcançou R$ 11,9 bilhões, um aumento de 23% em relação a 2024, com lucro de R$ 287,6 milhões. Folch afirmou que a empresa precisa sustentar sua evolução em regiões com grande potencial de negócio.
Os recursos que antes eram destinados a este patrocínio serão realocados para iniciativas com maior alcance em esporte e cultura em outros estados. A Allianz assegurou que a interrupção do contrato não afetará outras arenas que levam o nome do grupo em outros países.
A expansão da Allianz em outros estados vai além do marketing. Nos últimos anos, a empresa tem investido em estratégias para alcançar corretores, um canal de vendas fundamental, em regiões como o Norte e o Nordeste. A seguradora tem intensificado visitas e buscado entender as demandas específicas de cada local.
Um exemplo dessa adaptação regional é a oferta de extensão de perímetro para o seguro auto em estados como o Acre, permitindo a cobertura do veículo em viagens para cidades peruanas, como Puerto Maldonado. Essa necessidade surgiu após conversas com corretores locais.
Entre as linhas de negócio, o seguro auto liderou as emissões com R$ 8,5 bilhões, um crescimento de 22,5%. Os seguros corporativos registraram R$ 1,7 bilhão, com alta de 20%. Os segmentos de condomínio e rural apresentaram os maiores avanços percentuais, com 45% e 40% de crescimento, respectivamente.
Folch destacou um ano extraordinário para o agronegócio, com avanços na safra e safrinha, além da ampliação da cobertura para novas culturas. O contato com cooperativas e corretores especializados também contribuiu para o desempenho.
Para este ano, a Allianz planeja ajustar produtos como seguro de vida coletivo e responsabilidade civil para executivos, além de expandir o portfólio com seguros de vida para o público de alta renda.
Até 2027, a Allianz tem como meta dobrar o faturamento registrado em 2023 (R$ 8,76 bilhões), triplicar o lucro (R$ 120,6 milhões em 2023) e alcançar o terceiro lugar no mercado de seguro automóvel, posição que ocupava a quarta colocação em 2025.
Fonte: Globo