Alemanha: Inflação sobe com custos de energia e greve na Lufthansa

Alemanha registra inflação de 2,7% em março, impulsionada por custos de energia. Greve na Lufthansa e disputa política sobre preços de combustíveis também marcam o dia.

A inflação na Alemanha atingiu 2,7% em março, o nível mais alto em cerca de dois anos, impulsionada pelo aumento dos preços da energia. O dado, confirmado pelo Escritório Federal de Estatística, representa uma alta em relação aos 1,9% de fevereiro.

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Os preços da energia subiram 7,2% em relação ao ano anterior, o primeiro aumento desde o final de 2023. Os custos de combustível dispararam cerca de 20%, enquanto o óleo de aquecimento aumentou 44,4%. Por outro lado, os preços de eletricidade e gás natural registraram quedas.

Apesar da alta da inflação, a Lufthansa e o sindicato Verdi anunciaram um acordo salarial para tripulantes de cabine da subsidiária City Airlines. No entanto, uma greve de tripulantes de cabine de outra companhia, a UFO, causou o cancelamento de centenas de voos em aeroportos alemães, como Frankfurt e Munique.

Greve na Lufthansa afeta centenas de voos

A greve dos tripulantes de cabine da Lufthansa e CityLine na sexta-feira resultou no cancelamento de cerca de 90% dos voos, segundo o sindicato UFO. A companhia aérea, por sua vez, informou que mais de um terço dos voos da Lufthansa Airlines ainda estavam operando, incluindo subsidiárias não afetadas pela paralisação.

A Lufthansa espera normalizar a operação no sábado, mas alerta para possíveis cancelamentos e atrasos isolados. Em Frankfurt, cerca de 580 voos foram cancelados, e em Munique, 400.

Disputa política sobre alívio de preços de combustíveis

A coalizão governista alemã enfrenta divisões sobre como aliviar o fardo dos altos preços dos combustíveis para os consumidores. A ministra da Economia, Katherina Reiche, criticou propostas dos sociais-democratas (SPD) como caras, ineficazes e questionáveis constitucionalmente.

Reiche rejeitou a ideia de um imposto sobre o lucro excessivo de empresas de energia, argumentando preocupações legais e o risco de enfraquecer as operações de refino. O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, defende medidas como um bônus de mobilidade ou redução temporária de impostos sobre energia, financiados por tal imposto.

Outros destaques do dia

A polícia investiga um possível ataque antissemita a um restaurante israelense em Munique. Em Berlim, ativistas bloquearam uma instalação da Rheinmetall em protesto contra a indústria armamentista. A montadora Porsche reportou uma queda significativa nas vendas no primeiro trimestre, especialmente nos EUA e China.

Fonte: Dw

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