O Estreito de Ormuz registra bloqueio prolongado com perspectivas de normalização baixas para o mês de julho. Segundo dados da plataforma Kalshi, as probabilidades de que o fluxo marítimo retorne aos patamares habituais caíram abaixo de 50%, em um cenário marcado pelas tensões diplomáticas e navais envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Impacto nos preços de energia e economia
A instabilidade logística impacta diretamente a cotação do petróleo, com o Brent mantendo-se acima de US$ 100 por barril. Analistas do UBS alertam que a manutenção do bloqueio exerce pressão sobre o crescimento econômico global, elevando os custos de insumos energéticos em diversas cadeias produtivas.
O presidente Donald Trump mantém a postura dos Estados Unidos ao sinalizar possíveis ações militares contra embarcações que realizem o lançamento de minas no estreito. Em resposta, autoridades iranianas condicionam a reabertura da rota ao encerramento das operações navais americanas na região.
Dados de tráfego e riscos financeiros
O volume de embarcações que atravessam o estreito segue drasticamente reduzido. Informações da LSEG mostram que o tráfego recente atingiu apenas oito navios por dia, distanciando-se significativamente da média histórica de mais de 100 embarcações diárias observada antes do conflito.

Apesar de o mercado de apostas sinalizar uma probabilidade de recessão americana em 26%, a persistência do impasse geopolítico no Estreito de Ormuz permanece como um fator de risco monitorado pelos mercados financeiros globais, dada sua influência na oferta de energia e na logística de suprimentos.
Fonte: Cnbc