O Banco do Brasil (BBAS3) estima que a recuperação do setor de agronegócio, que enfrenta desafios persistentes de inadimplência, ocorrerá de forma gradual e possivelmente oscilante. De acordo com o CFO da instituição, Giovanne Tobias, o cenário atual é um dos mais desafiadores para o banco nas últimas duas décadas, guardando semelhanças com o ciclo de ajuste verificado em 2016.
Desafios no crédito e inadimplência
Apesar da pressão nos resultados, o Banco do Brasil mantém a maior parcela de sua carteira de crédito rural em dia. Atualmente, a inadimplência no segmento oscila entre 5% e 6%, patamar superior à média histórica recente, embora permaneça inferior ao observado em outros bancos do sistema financeiro nacional.
A qualidade do crédito deve enfrentar deterioração no curto prazo. Fatores como a elevação nos custos de insumos, incluindo combustíveis e fertilizantes, somados à desvalorização cambial, continuam a pressionar as margens de lucro dos produtores rurais para as próximas safras.
Projeções e metas para 2026
O Mercado Financeiro mantém cautela quanto ao desempenho do banco no curto prazo, com estimativas de redução no lucro líquido e no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE). A gestão do banco reforça que o foco estratégico segue na construção de uma carteira sustentável e na diversificação da gestão de ativos.
Para alcançar as metas estabelecidas no guidance de 2026, a instituição busca equilibrar o controle de despesas com as provisões para devedores duvidosos, que permanecem elevadas. A administração monitora atentamente as renegociações de crédito e a formação da safra para ajustar suas expectativas de rentabilidade futura.
Fonte: Moneytimes