Banco do Brasil projeta recuperação gradual do agronegócio

O Banco do Brasil projeta uma recuperação gradual do agronegócio após período de inadimplência elevada, similar ao ciclo de ajuste observado em 2016.
Fachada de agência do Banco do Brasil com foco em crédito rural. Fachada de agência do Banco do Brasil com foco em crédito rural.
Banco do Brasil projeta recuperação gradual do agronegócio em destaque no AEconomia.news.

O Banco do Brasil (BBAS3) estima que a recuperação do setor de agronegócio, que enfrenta desafios persistentes de inadimplência, ocorrerá de forma gradual e possivelmente oscilante. De acordo com o CFO da instituição, Giovanne Tobias, o cenário atual é um dos mais desafiadores para o banco nas últimas duas décadas, guardando semelhanças com o ciclo de ajuste verificado em 2016.

Desafios no crédito e inadimplência

Apesar da pressão nos resultados, o Banco do Brasil mantém a maior parcela de sua carteira de crédito rural em dia. Atualmente, a inadimplência no segmento oscila entre 5% e 6%, patamar superior à média histórica recente, embora permaneça inferior ao observado em outros bancos do sistema financeiro nacional.

A qualidade do crédito deve enfrentar deterioração no curto prazo. Fatores como a elevação nos custos de insumos, incluindo combustíveis e fertilizantes, somados à desvalorização cambial, continuam a pressionar as margens de lucro dos produtores rurais para as próximas safras.

Projeções e metas para 2026

O Mercado Financeiro mantém cautela quanto ao desempenho do banco no curto prazo, com estimativas de redução no lucro líquido e no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE). A gestão do banco reforça que o foco estratégico segue na construção de uma carteira sustentável e na diversificação da gestão de ativos.

Para alcançar as metas estabelecidas no guidance de 2026, a instituição busca equilibrar o controle de despesas com as provisões para devedores duvidosos, que permanecem elevadas. A administração monitora atentamente as renegociações de crédito e a formação da safra para ajustar suas expectativas de rentabilidade futura.

Fonte: Moneytimes

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