Gilmar Mendes critica postura de Romeu Zema em relação ao STF

Ministro Gilmar Mendes critica postura de Romeu Zema e questiona indiciamentos propostos por CPI, reafirmando limites da imunidade parlamentar.
Ministro Gilmar Mendes durante entrevista sobre decisões do STF. Ministro Gilmar Mendes durante entrevista sobre decisões do STF.
Gilmar Mendes critica postura de Romeu Zema em relação ao STF em destaque no AEconomia.news.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou a postura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em entrevista recente. O magistrado afirmou que o político mineiro adota uma conduta contraditória ao atacar a Corte após ter recorrido ao tribunal para obter benefícios fiscais durante sua gestão estadual.

Contradição em benefícios fiscais

Segundo o ministro, Romeu Zema obteve liminares que permitiram ao estado de Minas Gerais suspender o pagamento da dívida com a União por 22 meses. Gilmar Mendes classificou as críticas recentes do ex-governador aos magistrados como um comportamento de cunho eleitoral, que carece de ética institucional. O ministro ressaltou que a liberdade de expressão não justifica ataques considerados ofensivos ao Poder Judiciário.

Questionamentos sobre CPI do Crime Organizado

O decano do STF também manifestou estranheza diante do relatório final da CPI do Crime Organizado, que sugeriu o indiciamento de ministros da Corte, incluindo o próprio Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O ministro questionou a motivação ao incluir magistrados em um inquérito originalmente voltado para o combate ao crime organizado.

Limites da imunidade parlamentar

Para o magistrado, a tentativa de indiciamento por decisões judiciais, como a concessão de habeas corpus, configura um fato grave. Gilmar Mendes reforçou que a jurisprudência do tribunal estabelece que a imunidade parlamentar não é absoluta e não protege excessos cometidos por agentes públicos. O magistrado indicou que a conduta do relator da comissão deve ser analisada sob a ótica da responsabilidade institucional.

Fonte: Globo

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