A escalada das tensões entre o Irã, os Estados Unidos e Israel instaurou uma crise energética global sem precedentes, conforme análise da Agência Internacional de energia (IEA). O cenário atual de instabilidade supera os efeitos econômicos observados nos choques de 1973, 1979 e 2022.
Impactos no mercado global de energia
O bloqueio do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz interrompeu uma rota estratégica responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e gás natural. A situação é agravada pela persistente interrupção do fornecimento de gás russo para a europa.
Para tentar conter a escalada nos preços dos combustíveis, a IEA liberou 400 milhões de barris de estoques estratégicos. O mercado respondeu com alta volatilidade, refletindo a incerteza sobre a oferta de longo prazo.
Pressão sobre a administração norte-americana
A crise energética e a inflação acelerada exercem pressão direta sobre a popularidade do governo de Donald Trump. Dados de uma pesquisa Reuters/Ipsos indicam que a rejeição ao mandatário alcançou 62%, com apenas 36% de aprovação, patamar mínimo em seu mandato.
O levantamento aponta que a política de ações militares contra o Irã conta com baixo apoio popular, sendo aprovada por apenas 36% dos entrevistados. Além do fator econômico, a sondagem destaca preocupações do eleitorado sobre a gestão da crise pelo atual governo dos Estados Unidos.
Fonte: Infomoney