ING alerta para alta no petróleo caso oferta não normalize

O ING alerta que a escassez de petróleo pode elevar preços caso a oferta não se normalize rapidamente devido aos conflitos no Estreito de Ormuz.
Instalações de extração de petróleo enfrentam desafios logísticos e de segurança no Golfo Pérsico. Instalações de extração de petróleo enfrentam desafios logísticos e de segurança no Golfo Pérsico.
ING alerta para alta no petróleo caso oferta não normalize em destaque no AEconomia.news.

O mercado global de energia enfrenta um momento crítico devido à persistência do bloqueio no Estreito de Ormuz e aos desdobramentos dos conflitos no Irã. Segundo Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias-primas do ING, a expectativa de uma resolução rápida para o fornecimento de petróleo pode estar subestimando a gravidade da crise atual.

O que você precisa saber

  • O preço do barril debrentoscila próximo aos 100 dólares, patamar considerado defasado diante da escassez física.
  • A interrupção prolongada do fornecimento já causa restrições de consumo em países asiáticos e cancelamentos de voos.
  • A normalização da produção não é imediata e pode levar até 12 semanas para atingir níveis anteriores ao conflito, mesmo após um acordo.

Impacto na demanda e preços

Patterson destaca que o mercado de futuros reage de forma distinta ao mercado físico, onde a escassez é mais evidente. A alta nos preços de produtos refinados, como diesel e combustível de aviação, reflete uma destruição de demanda que pode mitigar novas escaladas no preço do petróleo bruto. A União Europeia monitora o cenário buscando medidas para conter a crise energética. O cenário base do ING projeta média de 96 dólares por barril para o segundo trimestre, com recuo para 88 dólares ao final do ano.

Riscos de escalada geopolítica

Em um cenário de agravamento, com colapso das negociações e possíveis ataques a exportações, o valor do barril pode superar 150 dólares. Além disso, danos em infraestrutura logística impõem gargalos que dificultam a recuperação da oferta global. O especialista reforça que, mesmo após uma solução diplomática, um prêmio de risco deve permanecer incorporado ao preço da commodity por período prolongado.

Fonte: Cincodias

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