A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) manifesta preocupação com o avanço da proposta de emenda à Constituição que visa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho semanal. A admissibilidade da matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, gerando reações imediatas do setor produtivo sobre os possíveis impactos econômicos da medida.
O que você precisa saber
- A proposta prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem alteração no valor dos salários.
- AFiemgclassifica a alteração como insustentável e defende que ajustes ocorram apenas vianegociação coletiva.
- O presidente da Câmara,Hugo Motta, deve instalar uma comissão especial para debater o mérito da proposta legislativa.
Impactos econômicos e produtividade
Segundo a entidade, a alteração sem um aprofundamento técnico pode comprometer a competitividade das empresas e a geração de empregos formais no país. A federação argumenta que mudanças estruturais dessa magnitude exigem um debate amplo com a sociedade, evitando pressões políticas conjunturais.
Estudos citados pela federação indicam riscos de impacto negativo sobre o PIB brasileiro. A entidade sustenta que a negociação direta entre empregadores e trabalhadores é o instrumento mais adequado para equilibrar as particularidades de cada setor da economia.
Tramitação e posicionamento político
A discussão sobre a jornada de trabalho ganhou força no cenário político recente. O presidente Lula defendeu publicamente a redução da jornada, classificando-a como uma medida de proteção às famílias brasileiras.
Em contrapartida, setores da oposição sinalizam que buscarão mecanismos de compensação durante a análise na comissão especial. A Fiemg defende que a tramitação do projeto seja conduzida com responsabilidade institucional, sugerindo que o tema seja discutido em um ambiente técnico.
Fonte: Estadão