Os juros futuros registraram alta nos contratos de curto prazo, pressionados pelo avanço dos preços do Petróleo e pela deterioração das expectativas de inflação no mercado financeiro. O movimento reflete o acirramento das tensões geopolíticas globais, que impactam diretamente a percepção de risco e a cotação das commodities.
Impacto do petróleo e tensões geopolíticas
O contrato do petróleo Brent para entrega em julho avançou 5,64%, cotado a US$ 95,42 por barril, enquanto o WTI subiu 6,87%, a US$ 89,61. A alta ocorre em meio a tensões que elevam as incertezas sobre o suprimento global, impulsionando também o rendimento dos Treasuries, com a T-note de 2 anos atingindo 3,725%.
Piora nas projeções do Boletim Focus
A mediana das estimativas no Boletim Focus indicou um cenário mais desafiador para a política monetária brasileira. A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 12,5% para 13%, enquanto a estimativa para o IPCA avançou de 4,71% para 4,80%. Este ajuste nas expectativas reforça a cautela dos investidores frente aos preços.
Postura do Banco Central
Dirigentes do Banco Central mantiveram um tom conservador. Conforme divulgado, o diretor de política monetária classificou a movimentação da Selic como um processo de calibração. A autoridade enfatizou o compromisso com a meta de inflação e indicou que a instituição não depende exclusivamente do câmbio para conter a alta de preços.
Fonte: Globo