PT propõe reforma financeira e maior regulação do mercado

O PT propõe em seu novo programa partidário uma reforma no sistema financeiro, maior regulação do mercado e mudanças nos objetivos do Banco Central.
Fachada do Congresso Nacional em Brasília onde o PT realiza seu congresso. Fachada do Congresso Nacional em Brasília onde o PT realiza seu congresso.
PT propõe reforma financeira e maior regulação do mercado em destaque no AEconomia.news.

O Partido dos Trabalhadores (PT) incluiu em sua nova proposta de programa partidário a defesa de uma ampla reforma no sistema financeiro nacional. O objetivo central da legenda é o combate ao rentismo e a intensificação da regulação e da transparência no setor bancário. O documento, que será debatido no VIII Congresso Nacional do partido, cita o caso do Banco Master para justificar a necessidade de reforçar a supervisão sobre as instituições financeiras e proteger a estabilidade da economia.

Diretrizes para o setor financeiro

O texto do programa defende o fortalecimento de instrumentos de controle público e a reorientação do sistema financeiro para apoiar a reindustrialização e a inovação. A legenda critica o atual modelo, classificando-o como um bloqueio ao desenvolvimento causado por juros elevados e pelo peso do serviço da dívida. Segundo a proposta, o foco deve ser o financiamento do crescimento produtivo em vez da predominância da financeirização.

O PT argumenta que o Estado precisa atuar como um indutor do desenvolvimento econômico. A proposta busca evitar que a administração pública seja limitada a uma gestão de austeridade ou que sofra influência excessiva de interesses privados, propondo uma mudança estrutural na forma como o país lida com sua política econômica.

Alterações no Banco Central e CMN

A proposta inclui uma redefinição dos objetivos do Banco Central. O documento sugere que a autoridade monetária incorpore metas de pleno emprego e crescimento econômico junto ao controle da inflação. Além disso, a legenda defende a harmonização do mandato da diretoria do órgão com o mandato do presidente da República para melhorar a coordenação entre as políticas monetária e fiscal.

Entre as metas delineadas, o partido estabelece a busca por taxas de juros estruturalmente abaixo de 10% ao ano e a revisão do atual regime de metas inflacionárias. O programa também prevê uma reforma na composição do Conselho Monetário Nacional (CMN), visando ampliar a representatividade e alinhar as decisões do conselho a um projeto nacional de desenvolvimento de longo prazo.

Fonte: Globo

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