O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma redução no crescimento da economia global para 2026. A diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva, indica que a resiliência mundial enfrenta novos desafios devido aos impactos da guerra no Oriente Médio, que geram choques de oferta globais e assimétricos.
O que você precisa saber
- O conflito na região pressiona a inflação e as políticas monetária e fiscal em diversas nações.
- A demanda por apoio financeiro doFMIpode oscilar entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões.
- Autoridades monetárias devem manter vigilância sobre as expectativas deinflaçãopara conter espirais de preços.
Impactos na economia global
O cenário atual, marcado por danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento, reduz a confiança dos mercados. Embora os preços do petróleo tenham recuado em relação aos picos iniciais, os custos de acesso a suprimentos energéticos permanecem elevados. Mesmo países exportadores, como o Brasil, sentem os efeitos indiretos dessa instabilidade geopolítica.
As condições financeiras globais registraram aperto recente, com a valorização do dólar e o aumento dos spreads de títulos em mercados emergentes. O FMI monitora a estabilidade financeira, alertando que o otimismo tecnológico e a expansão de intermediários não bancários criam riscos de reversão, exigindo políticas macroprudenciais rigorosas.
Recomendações aos formuladores de políticas
Georgieva enfatizou a necessidade de evitar ações isoladas, como controles de preços, que podem agravar o cenário econômico. A recomendação institucional é que o suporte fiscal seja direcionado e temporário, evitando um fardo excessivo sobre a política monetária.
O órgão defende a aprovação da 16.ª Revisão Geral de Cotas para garantir a capacidade de resposta a futuras crises. Para o Brasil e outras economias emergentes, o papel do Fundo permanece central na vigilância, reafirmando que a cooperação coletiva é essencial para enfrentar desafios de segurança energética e manter a estabilidade diante de níveis elevados de dívida pública.
Fonte: Estadão