A inteligência artificial avança no setor financeiro com o desenvolvimento de agentes de compras autônomas, capazes de buscar preços e concluir transações sem intervenção humana. A expectativa da McKinsey & Company é que essa modalidade, denominada comércio agêntico, movimente US$ 5 trilhões globalmente até 2030.
O Brasil figura como um mercado estratégico para a implementação dessas ferramentas, impulsionado pela alta maturidade digital do consumidor local e pelo uso de inovações como o Pix. As principais bandeiras de cartões que operam no país realizam testes práticos para integrar a tecnologia aos seus sistemas de pagamento.
Avanço das bandeiras no Brasil
A Visa concluiu as primeiras operações realizadas por agentes de IA em território brasileiro em parceria com o Banco do Brasil e o Santander. O processo utiliza a tokenização para assegurar a proteção de dados durante a transação autônoma. Na sequência, a Mastercard iniciou testes com o Itaú Unibanco e o Santander para a execução de compras automatizadas de produtos variados.
A Elo aposta em parcerias estratégicas, como a firmada com a Decolar, para integrar a busca e o pagamento de passagens aéreas em plataformas de conversação. A meta consiste em reduzir a fragmentação da jornada de consumo, permitindo que um assistente virtual gerencie o fluxo completo de aquisição.
Desafios para a escala
A adoção em larga escala depende da integração técnica entre bancos emissores e varejistas. Atualmente, os modelos operam em duas frentes: a vertical, restrita a ambientes fechados como aplicativos específicos, e a horizontal, que atua como intermediário universal capaz de comparar ofertas em todo o mercado.
Especialistas indicam que o modelo horizontal apresenta maior complexidade por exigir a coordenação de múltiplos elos da cadeia de pagamentos. Enquanto a inovação avança, o setor monitora a adesão do consumidor, que já utiliza ferramentas digitais para gestão financeira.
Fonte: Infomoney