O advogado Marcelo Gasparino, recém-eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, defende que a estatal mantenha uma política de preços alinhada às variações do Mercado internacional. Em declarações recentes, o conselheiro destacou que a companhia não deve abrir mão da busca por rentabilidade e sustentabilidade financeira em suas operações de longo prazo.
O papel da nova presidência no Conselho
A eleição de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para a presidência do Conselho da estatal é vista por Gasparino como um fator positivo para a gestão. Segundo o conselheiro, a experiência de Mello no governo pode auxiliar na administração do equilíbrio entre a importância da empresa para o cenário nacional e a necessidade de resultados para as contas públicas.
Desafios na política de preços e paridade
Desde 2023, a Petrobras abandonou a paridade de importação (PPI) como regra única de reajuste. O cenário atual apresenta uma divisão interna no Conselho entre acionistas minoritários, que buscam repasses imediatos de preços, e representantes da União, que priorizam evitar o impacto da volatilidade externa no mercado interno.
Impacto na saúde financeira da estatal
A defasagem de combustíveis, especialmente no diesel, permanece como um ponto de atenção constante para os investidores do setor de investimentos. Gasparino reforça que, como uma das maiores pagadoras de dividendos ao governo, a estatal possui um papel estratégico na contribuição para a receita pública, o que torna a eficiência operacional e a precificação adequada elementos centrais para a saúde financeira da empresa.

Fonte: Infomoney