FMI revisa projeção de crescimento global para baixo em 2026

FMI projeta revisão para baixo no crescimento econômico global em 2026 devido a choques de oferta gerados por conflitos no Oriente Médio.
Fachada da sede do Fundo Monetário Internacional em Washington. Fachada da sede do Fundo Monetário Internacional em Washington.
FMI revisa projeção de crescimento global para baixo em 2026 em destaque no AEconomia.news.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma redução no crescimento da economia global para 2026. A diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva, indica que a resiliência mundial enfrenta novos desafios devido aos impactos da guerra no Oriente Médio, que geram choques de oferta globais e assimétricos.

O que você precisa saber

  • O conflito na região pressiona a inflação e as políticas monetária e fiscal em diversas nações.
  • A demanda por apoio financeiro doFMIpode oscilar entre US$ 20 bilhões e US$ 50 bilhões.
  • Autoridades monetárias devem manter vigilância sobre as expectativas deinflaçãopara conter espirais de preços.

Impactos na economia global

O cenário atual, marcado por danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento, reduz a confiança dos mercados. Embora os preços do petróleo tenham recuado em relação aos picos iniciais, os custos de acesso a suprimentos energéticos permanecem elevados. Mesmo países exportadores, como o Brasil, sentem os efeitos indiretos dessa instabilidade geopolítica.

As condições financeiras globais registraram aperto recente, com a valorização do dólar e o aumento dos spreads de títulos em mercados emergentes. O FMI monitora a estabilidade financeira, alertando que o otimismo tecnológico e a expansão de intermediários não bancários criam riscos de reversão, exigindo políticas macroprudenciais rigorosas.

Recomendações aos formuladores de políticas

Georgieva enfatizou a necessidade de evitar ações isoladas, como controles de preços, que podem agravar o cenário econômico. A recomendação institucional é que o suporte fiscal seja direcionado e temporário, evitando um fardo excessivo sobre a política monetária.

O órgão defende a aprovação da 16.ª Revisão Geral de Cotas para garantir a capacidade de resposta a futuras crises. Para o Brasil e outras economias emergentes, o papel do Fundo permanece central na vigilância, reafirmando que a cooperação coletiva é essencial para enfrentar desafios de segurança energética e manter a estabilidade diante de níveis elevados de dívida pública.

Fonte: Estadão

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