O Papa Leo minimizou neste sábado as tensões diplomáticas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao conflito no Irã. Durante visita oficial a Angola, o pontífice afirmou que suas declarações recentes foram mal interpretadas e reforçou que não possui interesse em iniciar um debate público com o líder americano.
Esclarecimento sobre o discurso
O líder da Igreja Católica explicou que o pronunciamento realizado nos Camarões, no qual mencionou que o mundo sofre pela ação de “um punhado de tiranos”, não foi direcionado a Trump. De acordo com informações oficiais, o texto foi preparado semanas antes de críticas feitas pelo presidente americano sobre a postura do Vaticano em política externa.
- O Papa reafirma o compromisso com a mensagem de paz e reconciliação.
- O atrito político surgiu após críticas do Papa à ameaça de Trump sobre o Estreito de Ormuz.
- O presidente dos Estados Unidos respondeu publicamente questionando a postura do pontífice.
Exploração de recursos em Angola
Durante sua estadia em Luanda, o Papa Leo criticou a exploração desenfreada de recursos naturais no continente africano. O pontífice destacou que diversas potências ainda enxergam a região predominantemente como um polo de extração, resultando em graves danos sociais e ambientais.
Dados do Banco Mundial indicam que cerca de 30% da população angolana sobrevive com menos de US$ 2,15 por dia. Embora o país figure entre os maiores produtores de petróleo da África subsaariana, a economia local ainda enfrenta os reflexos de décadas de conflitos internos e desigualdade social.

Fonte: Dw